Você sofre com a ressaca? As Análises Clínicas vão te ajudar a entender o porquê!

Todos nós temos um “amigo” que já passou dos limites na hora de beber, não é verdade? Nós NUNCA, mas o nosso “amigo”…

O dia seguinte à “bebedeira” cobra a conta com a famosa ressaca: um quadro de mal-estar que se manifesta com fraqueza, enjoo, dor de cabeça e uma sede intensa.

Vamos então entender porque cada um destes sintomas surgem? Para começo de conversa, já te digo que não é exclusivamente o álcool que causa o sofrimento, mas os processos bioquímicos que ele deflagra.

Você já sabe, mas não custa lembrar que a principal função do fígado é de metabolizar substâncias tóxicas que foram ingeridas, convertendo-as em substâncias não tóxicas. Ou seja, ele funciona como uma espécie de “estação de tratamento do sangue”.

Por meio deste processo metabólico, o álcool (etanol), que é uma substância altamente tóxica é transformado pelos hepatócitos, por meio da enzima álcool-desidrogenase, em ácido acético (sim, aquele mesmo, do vinagre), que é uma substância atóxica.

O problema é que o fígado não consegue fazer essa transformação diretamente. Existe uma substância intermediária na via de conversão do etanol em ácido acético, o acetaldeído, que para nosso azar, é uma substância ainda mais tóxica que o próprio álcool.

Portanto, quando bebemos, o nosso organismo fica exposto a não só uma, mas sim a duas substâncias tóxicas: o álcool e o acetaldeído, isso porque como o nosso estômago consegue absorver o álcool em uma velocidade maior do que a capacidade de processamento do fígado, os níveis de álcool e o acetaldeído podem exceder a capacidade máxima de metabolização do fígado. Assim, estas substâncias tóxicas se acumulam no sangue e ficam circulando no nosso organismo por horas até que sejam finalmente transformados em ácido acético.

Durante este período de livre circulação, o álcool e principalmente o acetaldeído prejudicam diversos órgãos e tecidos, levando ao surgimento da dor de cabeça latejante, da náusea, dentre outros sintomas desagradáveis. Além disso, ocorre um aumento na produção de suco gástrico e das secreções intestinais pelo excesso de álcool, que pode levar aos quadros de diarreia.

O álcool também nos deixa eufóricos no curto prazo, por elevar muito a liberação de dopamina. Na sequência, normalmente vem o efeito sedativo do sistema nervoso, causado tanto pelo álcool quanto pelo acetaldeído. O problema é que o tipo de sono que eles induzem é um sono de má qualidade, pouco restaurador.

Como consequência, quando o álcool vai embora, acordamos muito cansados e com nosso cérebro sentindo falta dos neurotransmissores prazerosos da noite passada, o que faz com que a euforia possa dar lugar à ansiedade e depressão. E daí que surgem as famosas promessas de “nunca mais vou beber”.

Esse desequilíbrio de neurotransmissores também pode desencadear sensibilidade à luz e ao som, bem como a famosa amnésia do dia seguinte, resultado de um cérebro que foi intoxicado.

Para piorar a situação, enquanto o fígado estava muito ocupado, metabolizando o excesso de álcool na corrente sanguínea, o equilíbrio glicêmico mantido pela liberação de glucagon nos momentos de jejum, para disponibilizar glicose para as células, fica prejudicado. Assim, a fraqueza que você sente no dia seguinte também é resultado de um corpo que passou toda a noite intoxicado e lutando contra baixos níveis de glicose no sangue.

Mas é agora que vem um dos principais problemas: a desidratação cauada pela inibição do hormônio antidiurético (ADH), que é responsável por controlar a quantidade de água que é reabosrvida nos túbulos renais.

Como o próprio nome diz, o ADH é ANTI-diurético, ou seja, evita uma perda excessiva de água pelo organismo sob a forma de urina. Sem o ADH, os rins deixam de reabsorver água e a produção de urina fica muito elevada (poliúria). É por isso que ao beber muito álcool, sentimos vontade de fazer “xixi” com muita frequência.

Então, se o volume urinário fica muito maior do que o volume de líquido ingerido com as bebidas, o resultado é previsível: um quadro de desidratação sistêmica, que é responsável pelos sintomas de boca seca e sede intensa, e também de desidratação do SNC, que leva à dor de cabeça e irritação logo ao acordar.

Em resumo, a ressaca é provocada principalmente por três motivos: desidratação, hipoglicemia e efeitos tóxicos do álcool e do acetaldeído no cérebro.

Logo, para se recuperar, não tem fórmula mágica: é beber água para tratar a desidratação, comer para melhorar a hipoglicemia e descansar para que o cérebro possa se recuperar da bagunça em seus processos bioquímicos que aconteceu na noite passada.

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Um forte abraço e bons estudos!

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