Conceito de banal

A etimologia de banal nos leva à língua francesa. O termo é usado como um adjetivo para descrever o que carece de substância, é superficial ou insignificante.

Por exemplo: “Eu não entendo porque você se zanga por algo tão banal”, “Estou farto de livros e filmes complexos para intelectuais: quero dedicar meu tempo livre a um entretenimento mais banal”, “Depois de alguns minutos de conversa banal, os presidentes decidiram entrar plenamente no assunto”.

O banal pode ser algo cotidiano ou pouco transcendente. Suponhamos que um jornal relate que um homem esfaqueou outro depois de uma “discussão banal”. Este qualificativo refere que o motivo do conflito foi irrelevante, embora suas consequências tenham sido graves (um ataque físico com uma faca).

A ideia de banal também é usada em oposição aquilo que tem profundidade; isto é, ao que requer um certo esforço mental para entender seu significado ou para interpretá-lo. Um crítico literário, nesse contexto, pode comentar que um livro gira em torno de um “tema banal”, aludindo à pouca substância do assunto com o qual lida.

O conceito de “banalidade do mal”, por outro lado, foi desenvolvido pela filósofa Hannah Arendt após o julgamento que ocorreu em Israel contra o líder nazista Adolf Eichmann. Para Arendt, Eichmann era uma pessoa que não analisava se suas ações eram “ruins” ou “boas”: ele também não se importava com suas consequências. Limitou-se a cumprir eficientemente as ordens ditadas por seus superiores, com o objetivo de subir profissionalmente. A “banalidade do mal” pode aparecer, segundo o filósofo, quando um indivíduo se limita a cumprir seu papel em um sistema sem pensar nos efeitos de seus atos.

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